O espectáculo que os membros do Governo e quejandos fazem a propósito do “nosso” computador, é alarmante “apenas” do ponto de vista ético e moral. Dizer-se que uma coisa que tem componentes – chips e cenas dessas – feitos em Taiwan ou na China, com exploração da mão-de-obra infantil, que tem software da Microsoft e Linux e a participação de uma empresa chamada Easybits (obviamente “portuguesa”), sendo que o proprietário é um “português” de nome bem caracteristico como Lars Jolstad, o espectáculo, dizia, é triste. O que é realmente feito cá, e reparem que é no Norte onde a mão-de-obra é das mais baratas em Portugal, é o que se chama de “assemblamento”, ie, junta-se as peças todas e voilá. Chamar a isto de português, só com uma enorme má fé. No mínimo. Aliás, vários foram já os relatos a desmentir este “feito” do clã Sócrates, mas a mentira insiste em ser passada. É como diz aquele ditado: “uma mentira repetida várias vezes…”
[adenda: com o Magalhães em pano de fundo, vale a pena ler este relato de uma formação.]


